As vezes a Estrada parece ser feita de migalhas, que são atiradas pelos que não conhecem os passos além de seus jardins.
O Passageiro só tem a Estrada…
…só tem a Estrada!!!
Uncategorized Estrada migalhas 4:17
As vezes a Estrada parece ser feita de migalhas, que são atiradas pelos que não conhecem os passos além de seus jardins.
O Passageiro só tem a Estrada…
…só tem a Estrada!!!
À Mão cartas, miguel, revolução 3:25
Eles não conhecem a vida de ouvir dizer
Eles têm o mundo inteiro, e sabem o que fazer com ele!
Não procure armas, busque razões
Não invente frases, escreva sentimentos
Não perca energia com castelos de areia
Apenas envie cartas aos que conhecem a revolução!
Eles não conhecem o medo de ouvir dizer
Eles têm coragem, e sabem o que fazer com ela!
Saia pela manhã
Observe o sol de um novo dia
Entenda o canto dos que te chamam do amanhã
E envie cartas aos que conhecem a revolução
Eles não conhecem o silêncio de ouvir dizer
Eles têm o grito, e sabem o que fazer com ele!
Cultive os filhos do próximo canto
Beba o vinho dos seus aniversários
Mergulhe no vazio de sua alma serena
E envie cartas aos que conhecem a revolução
Eles não conhecem o tempo de ouvir dizer
Um dia – nessa ou em outra vida – suas cartas serão abertas
Suas razões e sentimentos serão o mundo
O seu sol e seus cantos serão coragem
Seus filhos e sual alma serão o grito vivo e presente!
O mundo então verá os que conhecem a revolução… …e sabemos que ele saberá o que fazer com eles!!!
Mas nunca deixe de enviar cartas aos que conhecem a revolução!
Não existiriam muitas coisas sem elas…
…nem revolução, nem mundo que valesse o tempo!
Aos Bravos, os braços… …num abraço que não leva nome, tempo ou piedade!
Le Passagers 2:40
O destino do Passageiro é o exílio
Sempre foi… …(mas não é o seu destino compreender)
O exílio de todos os lugares
Não existe lugar para o Passageiro
Mas existem pessoas… …ah sim, existem muitas pessoas…
…existem muitas pessoas… …que passam
E a maioria delas não sabe disso
Pelo menos não sabem à tempo de poderem tocar o que passa!
Mas o Passageiro, que não possui lugares
(e já não busca lugares)
Ele toca as pessoas.
Algumas por um instante, algumas por toda vida
E por todas elas é conduzido
O Passageiro jamais conduz
E tanto as pessoas quanto os lugares não sabem disso…
…é incrível: eles não sabem!
E sempre foi assim!
Todas as viagens são longas
E todos os caminhos diferentes, mesmo os caminhos de volta
…o Passageiro sabe que não existe volta!
Talvez seja isso que sua alma procura
E certamente isso é o que ela nunca vai encontrar!
A esperança do novo lugar é imensa e viva
Mas é na dor do exílio que ele se reconhece
…já faz tempo demais, e é de sua natureza
O exílio de todos os lugares
O exílio de todas as pessoas
E o tempo que concorda com tudo isso
(ele é o único que acompanha o Passageiro;
sempre singelo, cruel e sempre, sempre sorridente)
O Passageiro fala muitos idiomas
Mas nenhum é compreendido pelos Homens
Por isso ele toca as pessoas
por um pouco de alimento, pra matar a sede, pra se esconder do frio
Algumas por instantes, outras por toda vida
O tempo é o único que acompanha o Passageiro
E permite que o passado possa ser lido em seus olhos
Mas as pessoas não falam esse idioma
E não olham, não sabem, e não entendem seus olhos
…e a maioria delas não sabe disso
E sempre foi assim!
Mas o Passageiro sabe onde fica a porta de entrada
E sempre se emociona ao contemplar a paisagem…
…as paisagens do tempo passado
que nunca são as mesmas
porque não existe caminho de volta!
O Passageiro conhece o futuro
Porque o destino do Passageiro é o exílio…
…e sempre foi assim!!!
À Mão Alessandra, Era Uma Canção 3, Tempestade 11:19
Um dia um Mensageiro me escreveu… …nunca me esqueci… …e nunca me esqueço!!!
“Nascemos pra viver no escuro
andar no fio da navalha e cortar os pés tentando se equilibrar.
É o que nos mantém vivos: a impossibilidade!
A culpa sem chance de redenção!”
“Um dia”, é aquele lugar que vai nos levar pra longe do que sufoca…
…há quanto tempo você espera por isso?
Eu já nem me lembro mais do início do caminho,
Mas eu conheci pessoas amargas que deixaram de esperar,
pessoas amargas que se tornaram cegas,
pessoas cegas que se tornaram surdas,
pessoas surdas que se tornaram mudas,
pessoas mudas que se tornaram mortas!
Eu não me lembro do início do caminho... …mas eu não estou morto!
No meio da tempestade é preciso se erguer do que restou
e recomeçar a caminhar…
…eu não me lembro do início do caminho, mas sei que existe um caminho, e não estou morto
e também sei que caminhar depois da tempestade é fácil
Não é aí que reside o meu valor!!!
A tempestade não permite que eu veja, ou ouça nada…
…os sentidos não valem muito,
mas quando se sabe que não há um destino a ser alcançado,
os sentidos não são necessários!
O destino é caminhar, não é achar um caminho!
“É o que nos mantém vivos: a impossibilidade!!!”
Não posso afagar-lhe os cabelos, fazer
algo de prático ou lhe mostrar caminho algum,
mas saiba que no meio da tempestade, eu sempre estarei em pé.
Eu sempre estarei caminhando em meio a tempestade…
…é pouco… …é tudo o que tenho…
…e tudo o que posso oferecer!
“Um dia”, é uma foto que carrego no bolso esquerdo, de um lugar que não existe…
Há quanto tempo você procura esse lugar?
Conheci pessoas amargas que deixaram de procurar…
…como são desatentos: esqueceram de olhar no meu bolso…
…esquerdo!!!
Le Passagers A Rosa, O Lobo, O Passageiro 6:29
“Cada um responde com a bagagem que tem!”
Existem frases, lugares, pessoas, situações que NUNCA esquecemos! Fazem parte da coleção de paisagens que colhemos durante nossa trajetória.
No entanto, o Passageiro não se lembra: ele vive!
E também não carrega bagagem: ele é!
Certa vez inventei a história de que um Lobo teria destruido pela fúria de sua natureza, uma Rosa. Como maldição, perdeu seus olhos, e foi condenado a vagar pela eternidade, trazendo consigo apenas sua lembranças e a essência da Rosa que havia destruido. Das pedras, do cheiro, da chuva e do sol desse caminho, nasceram os sentidos, as almas e as virtudes.
Ao supor que o Passageiro teria surgido dessa história, descobri que ele É essa história!